segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Primeiro show


Sábado, 29 de Novembro de 2008, meu primeiro show em banda. O que falar? Primeiro que poderia ter sido em Aracaju, não em um município a 103 km da cidade, denominado Umbaúba. Mas foi uma boa experiência, não era nada parecido com o que tinha imaginado, a cidade, as pessoas, etc. Tudo tão "diferente" do interior que sempre costumo ir desde que nasci. Engraçados são aqueles que tentam ser "@” roqueir@, coisa mais estranha, o modo de se vestir, de falar, se comportar, o povo de Aracaju ainda consegue ser mais discreto um pouco... Muitos bêbados ao meu ver, birita a R$ 1,50 pessoas sem muita noção das coisas, não estão nem ai para o que os outros vão pensar sobre seus atos, mas enfim. Vamos pelo começo...
Comboio para ninguém se perder, mesmo assim o seu motorista consegue errar a entrada, como assim? A cidade tão em linha reta, luzes concentradas em um ponto só praticamente, como errou a entrada? (dizem que é bom ter atenção ao passar por Umbaúba, passando por um quebra-mola poderá ter passado da cidade). Pessoas no carro riam com a burrice do motorista desde a saída de Aracaju, onde conseguimos explorar bem o novo viaduto do terminal D.I.A., quase completamos um "oito", mas ele conseguiu achar a saída. Bem, seguimos felizes, eu e a vocalista cantando alegremente o repertório a espera da nova parada. Chegamos em Estância, mais uma vez seu motorista esqueceu de dar sinal dizendo que ia entrar (quando dava sinal na hora certa, entrava errado, na hora errada, entrava certo). Rodamos a cidade para pegar o resto do pessoal de outra banda que ia com o microônibus, fizemos uma breve parada, coisa rápida cerca de 10 minutos, continuamos a viagem, no meio do caminho recebo a ligação do baixista dizendo que já estava lá e que o informaram que íamos tocar sobre um “pau amarelo” (também não entendi), mas mesmo assim, como ele chegou tão rápido, sendo que saiu depois da gente? Absurdo kkkkkkk enfim... Como disse lá em cima, novamente o motorista errou o caminho, mas conseguimos chegar na grande e tão sonhada Umbaúba.
Chegando ao local indicado encontramos os Ligeirinhos, todos com cara de: ”mas que porra é essa?”. Pensamos que o palco seria grande, com espaço para piruetas e danças exóticas, mas não, tocamos sobre um caixote com uma tenda de praia cobrindo, mas não foi culpa da organização, pessoas esforçadas por sinal. Recebemos um lanchinho, refrigerante, até que tava gostoso, mas eu prefiro aipim (nada a ver, mas lembrei da música auehiuaheia), tiramos algumas fotos para a emocionante recordação, depois passeamos um pouco para estudar o ambiente e fomos para dentro do microônibus, fofocas e mais fofocas, safadezas à parte aiuheiuahe, salgadinhos fedidos e água feliz com gás sabor limão (vulgo H2OH). Esperamos o termino da banda que estava se apresentando, mais parecia crianças que nunca tinham visto distorção, equalização e ritmo (as muriçocas da minha casa são mais ritmadas).
Deu meia noite e pouca e fomos chamados para começar a nos arrumar para a tão sonhada apresentação. Ao subir no palco quase que entra uma farpa de madeira na minha mão, mas sobrevivi, pluguei minha guitarra e o violão tudo direitinho, mas percebi que mesmo a guitarra limpa, ainda havia uma leve distorção, o cara do som disse que não tinha problema, mas eu queria minha guitarra limpa sem distorção, ele insistia no erro, só precisei engrossar a voz e ficar séria para o problema ser resolvido (ai que está o segredo aheiuahueiha). Todos a postos, começamos o show. Na primeira música estávamos meio nervosos, mas logo depois nos soltamos mais, quem diria que a vocalista fosse se portar daquela maneira, pulando, fazendo dancinhas toscas, aquilo deixou o resto da banda mais animada, tentei me mexer ao máximo, não por causa do celular que estava vibrando no meu bolso, e sim pra poder curtir a vibe que rolava solta no ar, mas estava meio impossibilitada pelo espaço e condições duvidosas da segurança do palco, e com medo de levar uma “baixada” na cabeça, mas novamente sobrevivi, as pessoas muito animadas, batendo cabeça, cantando, pedindo músicas, nos chamando carinhosamente por nomes que prefiro não comentar, me senti uma rockstar aiehuaheiuhae pena que não pude aproveitar da beleza do povo da megalópole de Umbaúba.
Acabou o show, muitos elogios, palmas, bis, sonho de valsa, diamante negro, etc... Papais e Mamães, com os olhinhos cheios de lágrimas com orgulho dos pequenos capetinhas denominados filh@s, bêbados correndo atrás das meninas, outros pedindo 50 “centavu” pra cachaça, outros pedindo autógrafos, mas terminou tudo bem. Arrumamos as coisas e quem foi de carro voltou mais cedo, viagem de volta mais tranqüila, afinal o esperto motorista ficou por lá. Pessoas com sono, outras com frio, músicas de viagem não puderam ser executadas, a respeito do sono da vocalista. Voltamos a base de violões folks e coisas lights.
Chegamos em Aracaju em 1h32min, quase a metade do tempo que levamos para chegar em Umbaúba, lógico que o tráfego não estava tão intenso quanto na ida e a hora também contribuiu, deixei a vocalista e sua mamãe em casa e fui para a minha. Como de costume cheguei, tomei banho, assisti dois episódios de F.R.I.E.N.D.S e fui dormir.
Bem, essa foi a minha história do meu primeiro show, espero que tenham gostado, espero também que o segundo seja na cidade, para que possamos ter um público maior e menos esquisito (nada contra o povo da banheira do Gugu). Mas adorei a experiência no interior, fazendo o rock rural.
See ya!

Um comentário:

Alice Correia. disse...

hahah! velho meu primeiro comentário sumiu. ¬¬'
enfim...

vc esqueceu de falar do NÃO-saneamento básico da cidade.

mas o show foi massa... farei um texto com minha visão dentro du busão. depois vc vê! uhahuahah

\o\